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URI – CAMPUS DE ERECHIM

 

Ciclo de palestras encerra Encontro Regional de Engenharia de Alimentos da URI

Encerrou na última sexta-feira, o IX Encontro e IX Semana de Engenharia de Alimentos. No último dia, os participantes assistiram a palestra “Antioxidantes naturais como alimentos funcionais”, com o professor Dr. Jorge Mancini Filho. 

O Professor explicou as funcionalidades e os benefícios dos antioxidantes na busca pela qualidade de vida e longevidade.

De acordo com ele, na criação de alimentos funcionais, o Engenheiro deve extrair dos alimentos componentes prejudiciais à saúde, e introduzir conteúdo benéfico. Antes da elaboração de novos produtos, deve-se avaliar também, qual o público que irá consumi-lo. 

O professor afirma que a última tendência entre os consumidores é a compra de alimentos naturais ou que ofereçam bem-estar e vantagens à saúde, como os enriquecidos com vitaminas. “O consumidor deve estar consciente do produto que está levando para casa e porque está comprando, pois estes produtos ajudam a prevenir, e não a curar doenças”, salientou o Professor “Estes alimentos devem melhorar as funções do organismo, mantendo-o saudável”.

Ele também destacou inúmeras técnicas de pesquisa para o desenvolvimento de alimentos funcionais, como uma pesquisa realizada com camundongos nos Estados Unidos, na qual foi comprovado que animais que consumiram vitaminas C e E, tiveram o tempo de vida de 1 semana, ampliado para 4 semanas.

No mesmo dia, também foram realizadas as palestras sobre “Segurança Alimentar”, “Critérios de classificação e impactos na busca de uma carreira profissional” e uma mesa-redonda com o tema “Atividades extra-curriculares na formação do Engenheiro de Alimentos”.

Na quinta-feira, dia 16, foram realizados os minicursos sobre “Produção de microalgas para a adição em produtos alimentícios” e “Tecnologia de Massa Congelada”.O curso de microalgas foi ministrado pela professora M. Sc. Luciane Maria Colla da UPF. Orientou os alunos sobre o cultivo, a reprodução e o adição da microalgas Spirulina Plantesis em produtos, como complemento alimentar de proteínas. 

O processo já é utilizado na indústria de alimentos e vem se popularizando com o surgimento de indústrias especializadas no cultivo de microalgas, como na cidade Santa Vitória do Palmar.

A professora afirma que “médicos e especialistas indicam o consumo desta alga por apresentar alto valor protéico e ser eficaz na prevenção de câncer, na dieta de proteínas, como antioxidante, etc.” A alga pode ser utilizada na fabricação de isotônicos, gelatina, pudim, massas e bolos, facilitando o acesso à comunidade.

Segundo ela, os pesquisadores só descobriram os benefícios da Spirulina Plantesis, porque nos países da Ásia e da África ela se reproduz em lagos e é consumida in natura pelas comunidades. 

No Brasil, ainda não existem produtos enriquecidos com a alga, mas ela pode ser adquirida em cápsulas, nas Farmácias de manipulação, não devendo ser diluída em alimentos. No final do minicurso, o produto foi incorporado a um iogurte e degustado pelos alunos.

O minicurso de Massas Congeladas foi ministrado pelo Professor Luiz Gutkoski – UPF. A proposta apresentada para os participantes, foi a criação de uma central panificadora, que produza pães congelados e os distribua nos postos de vendas, responsáveis pelo processo de assar.

De acordo com o professor, o projeto colabora na logística da produção, pois permite um controle maior de qualidade e gastos; e aumenta a durabilidade do produto para 4 meses. 

No processo tradicional, a manipulação e os compostos da massa são mais simples, porém mais demorado levando cerca de duas horas diárias para ser preparado. Já no processo de massa congelada, o pão é mantido em freezer e descongelado no momento de assar.

No Brasil, existem atualmente, 52 mil indústrias de panificação que geram uma renda anual de 24 bilhões de reais. 

A criação de uma central de massa congeladas beneficiaria as pequenas padarias, pois o processo de produção fica por conta do distribuidor, ele seleciona a farinha que deve ser de alta qualidade, adicionado mais fermento, manipulando a massa em lugar frio para evitar a fermentação. 

Aos pontos de distribuição que dificilmente tem acesso a matéria-prima de qualidade, nem condições financeiras para a contratação de novos funcionários e máquinas resta o processo de assar apenas o que deve ser vendido no dia. 

O processo proporciona economia e evita o desperdício de alimento.

Na quinta-feira também foram realizados os minicursos “Tecnologia de sorvetes”, “Tendências em Food Service” e “Instrumentação na Indústria de Alimentos”.

No minicurso de massas congeladas, os alunos avaliaram as diferenças entre o processo normal e a nova técnica de produção de pães

 

21.09.2004

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(Fonte: Alexandra Bitencourt Assessoria de Comunicação e Eventos da URI - Campus de Erechim)

 

 

 

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