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URI – CAMPUS DE ERECHIM

 


Bioaromas e Aplicação de Microoganismos, foram alguns dos temas debatidos no segundo dia do Encontro de Engenharia de alimentos na URI

O IX Encontro Regional de Engenharia de Alimentos continuou as atividades nesta terça-feira, dia 14, com palestras. 

Pela manhã, o professor José Roberto Delalibera Finzer da FAZU - Faculdades Associadas de Uberaba, Minas Gerais falou do Processo Secagem de Alimentos. Apresentou os processos de secagem e desidratação de alimentos e grãos. 

Segundo professor, o objetivo destes processos é retirar a água dos alimentos para aumentar o tempo de conservação e melhorar a qualidade do produto. Com menos umidade, o metabolismo e as condições para a proliferação de fungos ou doenças são menores.

Ele comentou sobre a técnica de secagem do café no Brasil. 

O produto mais produzido na região de Minas Gerais, passa por um processo de aprimoramento na cadeia produtiva. 

No Brasil, todo o fruto do café é secado, em terreiro ao ar livre, usando energia solar, ao contrário de outros países, onde apenas o grão é secado em secadores especiais. 

O processo brasileiro facilita a contaminação por microorganismos como, coliformes fecais.

O palestrante falou dos diversos tipos de secadores utilizados pela indústria de alimentos que possibilitam o controle da umidade na produção e armazenagem, fatores influentes na qualidade do produto final.

De acordo com o Professor, “O Engenheiro de alimentos está sempre buscando aumentar o tempo de vida na prateleira e a qualidade do produto final, e as empresas estão à procura destas tecnologias. 

O processo de armazenagem possibilita maior durabilidade do produto, e a empresa ou os produtores podem manter o produto estocado, no caso dos grãos, até que o preço se eleve no mercado”.

Ainda pela manhã, a programação da Semana continuou com a professora doutora Gláucia Pastore, do curso de Engenharia de Alimentos da Universidade de Campinas, São Paulo, que falou sobre a produção de Bioaromas. De acordo com a professora, existem 3 processos utilizados pela indústria de alimentos, para a produção de aromas. 

O processamento de células de plantas, não muito utilizado no país; de microorganismos (fungos, levedura e bactérias) e de enzimas.

Segundo a professora, “O aroma é parte principal do produto, ele tem o papel de atrair o cliente pelo olfato. A produção de aromas segue uma tendência crescente de mercado, onde está aumentando a procura por produtos industrializados e práticos”.

Ela afirmou que há diferenças entre a Síntese Química (produção de aromas artificiais) e a utilização de Extratos Naturais (direto da fruta, produto). 

A Síntese química não depende da produção de matéria-prima pela agricultura, há facilidade na ampliação de produtos e o aroma assemelha-se com o natural. Em contrapartida, os extratos naturais são caros, corre-se o risco de ficar sem matéria-prima, a qualidade e a quantidade são variáveis e ainda, estão susceptíveis as políticas de mercado.

A palestrante destacou que é necessário explorar o processo de produção volátil através de microorganismos, já que a técnica está crescendo na área de Engenharia de Alimentos.

À tarde, o professor Luís Henrique de Barros Soares do ICTA, Instituto de Ciências e Tecnologia de Alimentos da Universidade do Rio Grande do Sul, falou das Aplicações industriais da Biotecnologia na Indústria de Alimentos. De acordo com o professor, os processos biotecnológicos são utilizados desde a antiguidade, como por exemplo, na fermentação da cerveja e no fermento utilizado na fabricação de pães.

Ele destacou que existem 3 formas de processamento de alimentos, através dos métodos Físico, Químico e Bioquímico (que utiliza-se de enzimas). As enzimas são de origem animal, origem vegetal e enzimas microbianas, e neste último caso, o que vem sendo mais estudado. A tecnologia de Bioprocessos está desenvolvendo um sistema de cultivo de microorganismos, visando a máxima produtividade das Biomoléculas de interesse da Engenharia e Alimentos.

No fim da tarde, uma mesa redonda, composta por membros de Empresa Jr de diversas Universidades, apresentaram seus trabalhos na área de Engenharia de Alimentos. Além dos alunos da URI, acadêmicos de Universidades de Santa Maria, Caxias do Sul e Passo Fundo estão participando das atividades do IX Encontro e da IX Semana de Engenharia de Alimentos.

O professor Luís Henrique de Barros Soares “A indústria de alimentos no Brasil, teve um crescimento de 23% nos últimos anos, na produção”

 

“O Engenheiro de alimentos está sempre em busca de aumentar o tempo de vida (prateleira) e a qualidade do produto final’. 

(Prof.Dr. José Finzer – FAZU de Uberaba-MG)

 

15.09.2004

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(Fonte: Alexandra Bitencourt Assessoria de Comunicação e Eventos da URI - Campus de Erechim)

 

 

 

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