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Educação
Erechim debate Educação Especial em Seminário
Inclusão de crianças, jovens e adultos com necessidades educacionais nas classes regulares está entre os temas que serão discutidos por profissionais da área
A 15ª Coordenadoria Regional de Educação e a Prefeitura de Erechim, através da Secretaria de Educação, promovem hoje o I Seminário de Educação Especial.
O evento inicia às 9 horas no Centro Cultural 25 de Julho e encerra a Semana Nacional do Portador de Necessidades Especiais.
O objetivo da iniciativa é conhecer e refletir sobre o atendimento educacional de crianças, jovens e adultos com necessidades educacionais especiais, as alternativas de atendimento e a inclusão nas classes regulares.
Os temas serão discutidos ao longo do dia por profissionais da área e uma equipe técnica da Divisão de Educação Especial da Secretaria Estadual da Educação.
De acordo com dados da 15ª CRE, 21 municípios na região prestam atendimento aos educandos com necessidades educativas especiais.
No total são 47 turmas de classes especiais e salas de recursos.
A coordenadora regional da Educação, Irinéia Elias Abe informa que o Estado mantém convênio com a Escola Especial Branca de Neve – Apae, de Erechim e a Escola de Educação Especial de Getúlio Vargas, de Getúlio Vargas, através de cedência de professores. Em Erechim, segundo ela, o trabalho é realizado em parceria com a Secretaria de Educação, por meio de encontros sistemáticos, envolvendo professores que atuam na Educação Especial da rede pública estadual e municipal da região.
Em Erechim, há classes de Educação Especial para deficientes mentais, visuais e surdos e está em fase de implantação uma Sala de Recursos para educandos portadores de altas habilidades. Mas o grande desafio é a criação de uma escola para deficientes auditivos.
Conforme Irinéia, atualmente são atendidos 25 deficientes
auditivos na Escola Estadual de Ensino Fundamental Santo Agostinho, onde o
espaço é limitado e não há condições para ampliação do atendimento. “Espero
que este seminário sirva para ajudar na reflexão sobre o assunto e a extinguir
das escolas práticas excludentes, de piedade para com os educandos com
necessidades educativas especiais”, diz. Para que seja garantido o direito de
igualdade, de oportunidade educacionais, para que não haja rejeição ao
diferente, nem resistência ou discriminação, ela sugere essa nova leitura
sobre a educação do cidadão necessidades educativas especiais. “A quem se
destina, como se dá a escolarização do aluno, ou seja, é necessário uma
nova leitura do assunto para que nossas escolas operacionalizem a inclusão
escolar de modo que todos os alunos possam aprender juntos em uma escola de
qualidade, respeitando-se a diferença e oferecendo educação especial às
crianças e jovens que dela necessitarem”, completa.
27.08.2004
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(Fonte: Jornal
Diário da Manhã )
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