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Saúde

Produzir queijo sem contaminação é desafio para agroindústrias

Através de uma iniciativa da Prefeitura local, através da Secretaria Municipal de Agricultura, em parceria com o Sebrae, as agroindústrias que fabricam queijo colonial em Erechim receberam durante esta semana importantes informações técnicas para, com isso, levarem ao mercado e aos consumidores um produto com mais qualidade e, o principal, sem contaminação. 

Quem trouxe e repassou a importante técnica aos produtores foi o técnico em laticínios e consultor do Sebrae e do Senai, Álvaro Lopes, que também trabalha para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária nos Programas de Boa Prática de Fabricação e Tecnologia de Elaboração de Alimentos. 

O curso teórico e prático de tecnologia na fabricação de queijo teve como público 10 representantes de agroindústrias com registro no Serviço de Inspeção Municipal e que comercializam o produto em Erechim. As 24 horas de aulas foram desenvolvidas na usina de derivados do Centro Tecnológico da URI-Campus de Erechim, até esta sexta-feira, onde os participantes tiveram ainda aulas de consultoria para colocar em prática o que foi aprendido: produzir queijo sem contaminação. 

Contaminação 

A alta contaminação dos queijos coloniais, sem exceção, conforme frisou o uruguaio radicado no Brasil há cerca de 30 anos, foi o que motivou a realização do curso. “Temos análises realizadas em laboratórios credenciados e todos os queijos coloniais, não só dessa região como das demais do estado, não estão aptos ao consumo devido à alta contaminação principalmente de coliformes fecais”, enfatizou o consultor do Sebrae. Esse fato, segundo Álvaro Lopes, levou as autoridades sanitárias locais a providenciar na realização do curso, que traz tecnologia para a produção de um queijo com as características mais próximas possíveis do colonial, porém sem a elevada contaminação. Para a produção de um queijo limpo, com normas rígidas de higiene, devem ser usados produtos registrados, coalho e culturas lácticas de fornecedores idôneos, explicou o consultor, ressaltando que assim a população estará consumindo um produto sanitariamente puro, sem uso de conservantes e estabilizantes. 

O técnico em laticínios disse que para isso é necessário fazer um tratamento térmico do leite, dar uma pasteurização ou termização para controlar essas bactérias contaminantes. Depois, repor uma flora através de culturas lácticas, utilizar o coalho e fazer o queijo do mesmo jeito que faziam. Ele disse ainda que o queijo com mais “furinhos” é o mais perigoso pois está mais contaminado. Pasteurização é a solução “A única tecnologia que estamos fornecendo aqui é a da pasteurização para eliminar os microorganismos que provocam danos sérios à saúde, tudo feito com o mesmo equipamento que as agroindústrias já tem”, explicou o uruguaio, enfatizando que com a técnica aplicada o maior beneficiado será o consumidor do produto. Essa tecnologia é importante já que os consumidores de queijo vão desde crianças até pessoas de idades elevadas : “imagine uma pessoa com problema de defesa, consumir um produto contaminado com coliforme. É como dar um atestado de óbito antecipado a ela”. Entre os tipos de coliformes foi citada a salmonela, que pode produzir diarréias, inclusive a sanguinolenta, além de outros organismos cujas toxinas podem causar náusea, vômito e diarréia. 

Mais qualidade 

Marisa Mariga, uma das participantes do curso e representante da agroindústria Queijaria Mariga, localizada na Linha 3 Gramado, que fabrica cerca de 35 kg de queijo colonial por dia e entrega-os nos mercados locais, estava satisfeita com os conhecimentos adquiridos. Para ela, este aprendizado, com tecnologia e coisas novas, acaba resultando na elaboração de um produto que chegará com mais qualidade aos consumidores, cujo processo de fabricação não trará mais custo às agroindústrias.

 

24.07.2004

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(Fonte: Jornal Diário da Manhã )
 

 

 

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