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Rural
Estiagem
- Emater Regional já realizou 70% das perícias solicitadas
Nos municípios atendidos pelo Escritório Regional da
Emater de Erechim, entre os dias 18 e 24 de janeiro, ocorreram chuvas
pontuais, com precipitações entre 20 e 85 mm. Predominaram as altas
temperaturas, porém mais amenas que a semana anterior.
O volume de água decorrente das precipitações
pluviométricas amenizou em tese os danos na cultura da soja e a
recuperação de pastagens nativas e cultivadas.
O regime hídrico, no volume e vazão da água dos rios e
mananciais é deficiente. Permanece, localizadamente, o déficit hídrico
para abastecimento de água da população rural e criações, em alguns
municípios, principalente os localizados nas encostas basálticas.
O nível das barragens para captação de água e geração
de energia está aquém do normal.
Os prejuízos constatados nas lavouras de milho e feijão
são irreversíveis, não obstante as últimas precipitações. Houve a
decretação de estado de emergência em 48 dos 50 municípios do ESREG
Erechim. Soja em processo de recuperação Com área de plantio de 334.767
ha, a soja apresenta em determinadas situações crescimento reduzido, com
desenvolvimento vegetativo menor para o período (porte baixo), ocorrendo
ainda em algumas lavouras baixo stand em decorrência da germinação
irregular. Estima-se que o índice de perdas em determinados municípios
atinge 20%. Há um processo de recuperação da cultura, principalmente
aquela em fase de desenvolvimento vegetativo durante a estiagem. No milho,
com área de plantio de 194.426 ha. Da área plantada 90% encontram-se na
fase de pendoamento, formação de espigas e maturação.
Em decorrência da estiagem prolongada afetando fases menos
resistentes ao déficit hídrico, as perdas determinadas são
irreversíveis.
As perdas ocorridas são estimadas em torno de 60 % em
relação a produtividade média inicialmente esperada (6.000 kg/ha).
Isoladamente iniciou-se a colheita de algumas lavouras com produtividade
relativa. Muitas lavouras tiveram danos e perdas totais, foram roçadas ou
seus resíduos foram utilizados para silagem.
O zoneamento agrícola determina a data de até 20 de
janeiro para o plantio da cultura. Existem em diferentes agências
bancárias solicitações de perícias para cobertura do Proagro.
A expectativa anterior para decretação através dos
agentes financeiros em determinados municípios mais atingidos pela estiagem
do chamado “evento generalizado”, ocorreu nos municípios de Aratiba e
Barra do Rio Azul.
Nas outras agências a tendência é a manutenção das
vistorias de Proagro. O ESREG Erechim recebeu 1300 solicitações de
perícias.
Foram realizadas em torno de 890 perícias. Houve replantio
em determinadas áreas, obedecendo o zoneamento agrícola (20-01). Feijão
Com área de plantio atingindo 16.084 ha, a cultura encontra-se em estágio
diferenciados, 75% colhida e 25% em formação de vagens e
maturação.
A área colhida concentra-se nos municípios de Planalto e
Alpestre, cuja época de plantio é antecipada em relação aos outros
municípios. As perdas em decorrência da estiagem na área colhida foram
insignificantes.
A falta de umidade no solo devido ao déficit hídrico
causou no período vegetativo e floração, a formação das vagens,
comprometendo a produtividade inicialmente esperada (1500 kg/ha). Estima-se
uma perda atual de 70%, não obstante as últimas precipitações ocorridas
(exceção municípios Alpestre e Planalto). No trigo, com área de plantio
de 103.060 ha, onde a colheita encontra-se encerrada com produtividade
nvariando entre 2.300 a 3.000 kg/ha, conforme o nível de tecnologia
utilizado na cultura.
O trigo colhido foi depositado nas cooperativas e
cerealistas da região. Pequena quantidade do trigo colhido foi
comercializado.
Os agricultores estão muito descontentes com o preço atual
de comercialização, que esta na faixa de R$ 18,00 por saco.
A comercialização está muito lenta na região, onde os
agricultores estão aguardando melhores preços.
SITUAÇÃO DAS CRIAÇÕES
As pastagens ainda resistem à falta de umidade no solo,
embora a situação já não seja mais tão crítica.
As chuvas unificadas entre 15 e 24 de janeiro amenizaram a
situação.
Os criadores estão fazendo uso das lavouras de milho
atingido pela estiagem para reduzir as perdas da produção leiteira. Alguns
agricultores estão ensilando o milho que sofreu com a estiagem.
Os criadores, na tentativa de reduzir as perdas,
complementam a alimentação das matrizes com grãos, farelos e silagem.
Estima-se que as perdas na produção leiteira atinjam de 20 a 30% da
produção, o preço médio recebido pelos produtores varia entre R$ 0,39 a
R$ 0,46/litro.
Com as pastagens ainda sob os efeitos do período de
estiagem, a bovinocultura de corte ainda não se recuperou da situação
crítica. A oferta de pasto ainda é baixa em quantidade e qualidade. Alguns
produtores estão oferecendo alimentação complementar, oriundo de cultivos
atingidos pela estiagem, como: farelos de soja, grãos e silagem, visando
reduzir as perdas.
O preço pago aos produtores varia de R$ 1,55 (vaca) e R$
1,75 (boi). Na suinocultura com boas perspectivas, a atividade tem
proporcionado bom retorno aos criadores. Com preços dos insumos baixo
(milho R$ 17,00/sc e farelo de soja R$ 0,63/kg) e suíno vivo cotado a R$
2,40 (mais tipificação da carcaça) os suinocultores estão recuperando
parte das perdas por anos anteriores.
Entretanto, para a indústria a oferta de animais é baixa e
em especial, os pequenos empreendimentos passam por dificuldades na
obtenção da matéria prima. Para a apicultura o clima predominante na
semana anterior favoreceu a atividade na maioria da região. Nas regiões
onde a cultura da soja e outras ervas espontâneas produzem polém
observa-se intensa atividade no período.
Os enxames, em muitas regiões, apresentam-se bem
desenvolvidos. Porém na maioria da região (vale dos rios) a movimentação
das abelhas não é tão grande.
A comercialização do mel vem ocorrendo normalmente com
elevação da procura do produto pelos consumidores. O mel está cotado, na
venda direta aos consumidores a valores que variam de R$ 7,00 a R$
10,00.
PISCICULTURA
A situação dos açudes em algumas regiões ainda é
deficitária em termos de disponibilidade de água, por causa da estiagem
unificada. Entretanto, já estão iniciando as feiras do peixe. Na semana
anterior, foram comercializados, em Getúlio Vargas, em torno de 500 kg de
peixe vivo, ao preço de R$ 2,00 (indivíduos abaixo de 2 kg) e R$ 3,00
(maiores).
Os alevinos introduzidos em dezembro apresentam bom
desenvolvimento para dar início as reservas do repovoamento pós-Páscoa,
comum na região.
28.01.2005
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(Fonte:
Jornal
Diário da Manhã )
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