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Economia

 

Resíduo da indústria de móveis se transforma em produto de exportação

Quem observa as pilhas de madeira embalada e pronta para ser carregada em containers destinados a vários países do mundo, não imagina que a matéria-prima dos marcos para porta e painéis que serão utilizados na construção civil de países como EUA e Espanha. 

Há pelo menos 10 anos a empresa Madeiras Feliar, de Jacutinga, não trabalha mais com outro tipo de matéria-prima que não seja o pinus. “O impossível aqui é encontrar algum pedaço de madeira que não seja pinus aqui dentro”, brinca Ivanir Felini, gerente da empresa, ao se referir ao pavilhão de mais de 6 mil metros quadrados, onde cerca de 80 funcionários atuam na produção de produtos destinados à exportação. 

O novo foco da empresa, conta Felini, foi estabelecido no início da década passada. “Hoje nos especializamos nisso. Trazemos madeira de fora e transformamos no produto aceito no mercado internacional”, explica.

Com a venda garantida no exterior, a preocupação da empresa passou a ser a obtenção de matéria-prima. A própria empresa já tem cerca de 100 hectares plantados com 200 mil mudas, e pretende implantar novas áreas. Apesar da exportação de madeira, principalmente menos nobre, parecer um nicho de mercado restrito, especialistas do setor madeireiro vêm nos negócios internacionais uma grande possibilidade para a região Alto Uruguai 

O material processado na Madeiras Feliar, em Jacutinga, vem geralmente de indústrias de móveis de Santa Catarina e Paraná. São retalhos de pinus, que variam de poucos centímetros e também tábuas adquiridas de madeireiras. Esse material passa por um processo industrial que no final resulta em marcos de porta ou painéis de madeira. 

Os pequenos pedaços de madeira, depois de plainados, emendados e lixados, recebem uma lâmina, também de pinus, para acabamento, e é embalado para exportação. 

Apesar da exportação de madeira, principalmente menos nobre, parecer um nicho de mercado restrito, especialista do setor madeireiro vêm nos negócios internacionais uma grande possibilidade para a região Alto Uruguai. “Nossa região possui condições favoráveis para implantação de reflorestamentos, e os agricultores precisam aproveitar isso e investir num negocio que se apresenta bastante rentável a médio e longo prazo”, comenta Roberto Ferron, presidente da Floracoop – Cooperativa Florestal do Rio Grande do Sul. 

A participação brasileira no mercado internacional de madeira, tanto para móveis como construção civil é irrisório, com uma participação de apenas 2% no mercado internacional. 

A floresta rentável 

Com base no aumento da área plantada e na melhoria das plantas, as taxas médias de crescimento de pinus são de 20 metros cúbicos hectare/ano, sendo que muitos plantios chegam a 40 metros cúbicos hectare ano. Com o eucalipto, o desempenho de produtividade não é diferente, mostrando que a média nacional é de 30 metros cúbicos hectare/ano, com a possibilidade de alcançar a70 metros cúbicos hectare/ano. 

São índices considerados os maiores do mundo. Somente o setor moveleiro do Rio Grande do Sul são gerados 33 mil empregos diretos e 150 mil indiretos 

As espécies mencionadas, eucalipto e pinus, mais a acácia, têm sustentado uma boa parte do que se conhece como a cadeia produtiva da base florestal em terras gaúchas. 

As indústrias de móveis, celulose e papel lideram os valores agregados. 

Diversos outros tipos de madeira, complementarmente colaboram para a produção de painéis, chapas e aglomerados, extrativos, madeira tratada, madeira serrada, laminados e ainda a construção civil e a indústria de máquinas e equipamentos. 

No ano de 2001, o inventário florestal elaborado pela Universidade Federal de Santa Maria mostrou que o mapa rio-grandense possui 360 mil hectares de florestas plantadas, embora seja uma quantia razoável, técnicos ligados à área relatam que isso não proporciona uma evolução de peso na indústria de base e está aquém do potencial que o Estado ainda pode alcançar. 

Essa cadeia produtiva envolve aspectos sociais, agindo diretamente nos setores primários (matéria-prima), industrial (transformação e geração de produtos), comercial (venda de matéria-prima e produtos) e também no de serviços (mão-de-obra nas atividades florestais). 

Geração de empregos 

Somente o setor moveleiro do Rio Grande do Sul são gerados 33 mil empregos diretos e 150 mil indiretos, divididos em mais de 2, 1 mil micro-empresas, 918 empresas pequenas, 122 empresas médias e quatro empresas de grande porte, apontam os dados da Associação Gaúcha de Empresas Florestais. 

Por fim, os dados sociais mostram que as marcenarias detêm 10 mil empregos diretos.

16.12.2004

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(Fonte: Jornal Diário da Manhã )

 

 

 

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