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VAREJO

 

Sindilojas reúne empresas que comercializam óculos protetores

Objetivo é discutir a normatização da venda no comércio de Erechim

O Sindicato do Comércio Varejista de Erechim - Sindilojas - está convidando todas as empresas que comercializam óculos protetores para uma reunião a realizar-se na próxima segunda-feira, 28, às 19 horas, no Auditório do Sindilojas, na Rua Nelson Ehlers, 148, 2º andar, junto ao CDL. 

O objetivo é discutir sobre a normatização e a criação de uma legislação para a venda destes óculos no comércio de Erechim. 

O evento vai contar com a presença de representantes da Secretaria Municipal de Indústria e Comércio e da Procuradoria do Município. Segundo o presidente do Sindilojas existem muitas lojas comercializando óculos protetores sem a devida proteção aos olhos, o que pode causar danos irreversíveis à visão.

Questionado sobre o assunto, o oftalmologista Fábio Vaccaro fala dos cuidados que se deve ter ao adquirir um óculos de proteção solar. Segundo ele, até bem pouco tempo as pessoas acreditavam que usar um óculos de lente escura quando saíssem ao sol estariam protegendo seus olhos. Entretanto, provou-se que as lentes, para proteger a retina das toxidades do sol, precisavam de tratamento contra os raios UV. De acordo com o oftalmologista, para evitar que a ação desses raios atinja a retina, o cristalino e a córnea, foram desenvolvidas as lentes com proteção ultra-violeta até 400 nm (nanômetros), que impedem os raios nocivos de chegarem até os olhos, agindo como um filtro. 

Informa, ainda, que a proteção deve ser usada inclusive em dias nublados, da mesma forma que se recomenda os bloqueadores para a pele. "Enquanto os danos na pele causados por esses raios são mais do que conhecidos, a ação deles sobre os olhos ainda é pouco comentada", explica.

A proteção em 400 nm impede que os raios UVA, os de maior potencial agressivo, atinjam a retina, córnea e cristalino, oferecendo cobertura total contra a radiação ultra-violeta nos olhos. 

Entretanto, Vaccaro faz um alerta: "nem todas as lentes vêm com proteção UV". Cabe à ótica informar o consumidor sobre a tecnologia e os benefícios oferecidos pelos fabricantes, bem como é importante que o consumidor saiba exatamente qual o grau de proteção do óculos que está comprando. "Este é um direito do consumidor porque usar óculos escuros pensando que está protegendo os olhos, sem o estar, prejudica e compromete a visão no futuro", sentencia.

Fábio Vaccaro recomenda que na escolha dos óculos de sol, não se deve confundir a cor da lente com habilidade de proteção aos raios UV, a qual é proveniente de uma cobertura química aplicada na lente. "Como já sabemos dos efeitos danosos dos raios ultra-violeta sobre nossos olhos, como catarata e lesões na retina, entre outros, verdadeiramente não existe uma lei universal de regulamentação para luz ultra-violeta (UV) e o uso ou fabricação de óculos de sol. 

A maioria dos óculos apresenta uma etiqueta de proteção aos raios UV, sendo que se recomenda lentes que bloqueiem de 99% a 100% de luz UV, tanto UVA como UVB, ou as que apresentem na etiqueta absorção de 400 nm. 

Os que bloqueiam raios infravermelhos não são de maior importância, pois estudos demonstram uma relação entre as patologias oculares e os raios infravermelhos.

 

25.06.04

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(Fonte: CopyDesk - Assessoria de Comunicação)

 

 

 

 

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