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COLÉGIO SÃO JOSÉ

Sensibilidade e sentido de vida foram tema de reflexão 

Osvino Toillier afirmou durante sua palestra para pais que é preciso recuperar valores perdidos

O vice-presidente do Sindicato de Estabelecimentos de Ensino Privado do RS - Sinepe/RS, professor Osvino Toillier, afirmou, durante reunião geral de pais realizada na última sexta-feira, 26, à noite, no Colégio São José, que "precisamos recuperar valores perdidos ou, no mínimo, ofuscados, sob pena de criarmos pequenos ditadores dentro de casa, que crescerão sem a noção de limites e perigosamente arrogantes". Segundo ele, educação amorosa implica limites em casa, na escola e na sociedade. E, se não se assumir isto firme e amorosamente, outras instâncias da sociedade o terão de fazer, e aí o sofrimento será inevitável e imensurável. Osvino comentou que ele vem de um tempo em que o olhar do pai era o suficiente para saber o que se tinha de fazer, lembrando que a educação daquela época era baseada pelo respeito, disciplina, hierarquia e valores, com exercício de amorosa autoridade. Na sua opinião, estes são os pilares para uma boa educação e para a construção de uma sociedade digna e decente. "O único meio de criar homens livres, no dizer de Bilac, é educá-los; ainda não se inventou outra forma e, com certeza, nunca se inventará", sentenciou. 

Durante a palestra "Sensibilidade e Sentido de Vida", o vice-presidente do Sinepe/RS, professor Osvino Toillier, falou sobre as constantes mudanças e inovações que estão ocorrendo no mundo e as conseqüências desse cenário na vida das pessoas. Ele propôs à platéia alguns minutos de reflexão interior e disse que as pessoas estão esquecendo de ouvir a si mesmas. Segundo ele, a correria do dia-a-dia faz com que elas dediquem pouco ou nada do seu tempo para ouvir os seus próprios corações e os das pessoas que estão próximas, como os filhos e os estudantes. "Nos preocupamos em ensinar a falar e esquecemos de ensinar a silenciar e a ouvir", argumentou. Conforme ele, o ser humano precisa ser educados para se conectarem com o seu interior. 

De acordo com Osvino, apesar de toda a tecnologia e conhecimentos incorporados às nossas vidas nos últimos anos, continuamos com os mesmos sonhos, conflitos e com as mesmas necessidades de afeto. Para ele, as aulas nas escolas precisam incluir rituais e momentos celebrativos. "Está tudo muito banalizado", afirmou. Conforme suas afirmativas, já não se tem mais certeza de nada: pais acabam se rendendo diante do argumento do "já era"; professores, para fazer média com jovens, tentam se aproximar deles, em convívios intimistas e pouco recomendados, comprometendo a autoridade de adultos e educadores. 

Segundo ele, pais não têm que se preocupar em ser amigos dos filhos - têm de ser pais; professores, idem. "Filhos e estudantes não são clientes, e não temos que nos preocupar em agradá-los. Temos é que educá-los. Apenas isto. E não nos preocuparmos com alguma contrariedade. Dia mais, dia menos vão nos valorizar e reconhecer nossa missão. E serão nossos grandes Amigos, desde que tivermos sido sábios e buscá-los, permanentemente, através do diálogo e da coerência", explanou. Osvino falou que a Escola tem uma missão difícil e complexa: por um lado, precisa fazer a gestão das inovações, processar as mudanças, mas, por outro - em permanente processo de diálogo com os pais - precisa se preocupar com as permanências, ou seja, crenças e valores sagrados e fundamentais da humanidade, sem os quais, em vez de civilização, teremos a barbárie, estampada quase que diariamente nas capas dos jornais e recomendou: coragem, portanto, pais e professores, para a retomada de certezas com que nossos pais e professores nos educaram. 

Para esclarecer melhor a sua assertiva sentenciou uma passagem da Bíblia: "Os mestres sábios, aqueles que ensinaram muitas pessoas a fazer o que é certo, brilharão como estrelas no céu, e o seu brilho nunca se apagará". (Daniel 12.3).

 SILENCIAR PARA OUVIR 

Em outra constatação, Osvino disse que existe uma outra questão que o vem inquietando é a dificuldade de as pessoas pararem de falar e se recolherem em silenciosa meditação e ouvirem a voz interior. Conforme explicou, "só deveríamos falar quando tivermos algo mais importante a dizer do que o silêncio. Como professor, empenhei-me a vida inteira para ensinar meus alunos a falar, mas agora estou me empenhando numa aprendizagem das mais difíceis, que aprendi com os orientais: calar para ouvir, silenciar e me tornar aprendiz de sábio". 

O professor Osvino Toillier argumentou que está mais do que na hora de trabalhar com crianças, desde a mais tenra idade, vivências de recolhimento e meditação. 

Ao finalizar, ele disse que desejaria encorajar família e escola, pais e professores a privilegiarem humilde e sincero diálogo e serem parceiros, de verdade, na educação de crianças e jovens, eliminando medos e pavimentando o caminho da comunhão de esforços para que efetivamente - contemplada a liberdade inviolável de cada família e respeitado o projeto pedagógico de cada escola - a utopia de educar bem crianças e jovens se transforme não num problema, mas num fascinante desafio.

 

O palestrante com a Irmã Diretora Cassilda Prigol

 

 

Reunião geral contou com a presença de mais de 800 pais

 

30.03.2004

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Fonte: CopyDesk
 Assessoria de Comunicação

 

 

 

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