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SINDILOJAS

 

Reformas Sindical e Trabalhista são tema de debate em Encontro Nacional dos Sindicatos Patronais

Erechim marcou presença em evento que reuniu 800 representantes do comércio varejista

Cerca de 540 representantes dos setores do comércio varejista, empresarial e político de todo país participaram em Caxias do Sul, no início do mês, do XX Encontro Nacional dos Sindicatos Patronais do Comércio de Bens e Serviços. 

O presidente do Sindilojas de Erechim, Francisco José Franceschi, marcou presença no evento que foi pautado por debates sobre os mais diversos assuntos que envolvem a setor varejista e teve como tema central "Sindicalismo Forte em Época de Mudanças". 

Entre os principais assuntos discutidos estavam as Reformas Sindical e Trabalhista e a Descentralização da Representação Sindical. A expectativa das reformas foi, na avaliação de Franceschi, um dos temas mais relevantes do evento, já que irão promover profundas alterações legais, enfraquecendo o sistema formal e fortalecendo as centrais sindicais. Temas jurídicos como os relativos aos dissídios coletivos, ao registro sindical e ao processo de trabalho, também foram debatidos, assim como foram apresentados cases nas áreas de comunicação, marketing, administração e finanças por representantes de vários Estados do País. 

A abertura do evento contou com a presença do presidente da Fecomércio/RS, Flávio Sabbadini, que também representou a presidência da Confederação Nacional do Comércio. O Governo do Estado foi representado pelo secretário de Ciência e Tecnologia, Kallil Sehbe, que lembrou a importância econômica do setor, responsável por cerca de 30% do PIB nacional. CONFERÊNCIAS DEBATERAM MUDANÇAS E ALTERNATIVAS De acordo com Franceschi, os deputados federais Tarcísio Zimmermann e Alceu Collares, que falaram sobre as Reformas Sindical e Trabalhista, afirmaram que deverá haver um debate acalorado na Câmara dos Deputados e no Senado, quando o assunto estiver em discussão. Eles disseram que é necessário preservar o que já temos e avançar a partir daí. Defenderam, ainda, que a discussão tenha por norte a democratização na relação capital e trabalho. Collares criticou as reformas que poderão alterar o sindicalismo no Brasil, declarando que a liberdade sindical irá desaparecer. Ele destacou que o sistema sindical foi estruturado a partir da Consolidação das Leis Trabalhistas. "Todo mundo fala mal da CLT, mas ela já dura 60 anos", comentou, arrancando aplausos do público. 

A segunda conferência, "Descentralização da Representação Sindical", reuniu dirigentes do setor para o relato de experiências na Bahia, no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul. A implementação de delegacias sindicais nos bairros das grandes cidades, a formação de núcleos e câmaras setoriais que aglutinam os diversos segmentos comerciais e os convênios de multirepresentatividade foram os principais temas discutidos. Ildoíno Pauletto, presidente do Sindilojas de Bento Gonçalves, defendeu o convênio de multirepresentatividade, que pode ser firmado entre sindicatos de base e sindicatos estaduais. Franceschi, que também é defensor desta iniciativa, explica que o contrato funciona através de delegados representantes, indicados pela base e nomeados pela representação estadual, que atuam nos diversos segmentos do varejo. Além de economizar recursos, a multirepresentatividade contribui para formar novas lideranças no setor. 

No último dia do evento, o deputado federal Osmar Serraglio, falando sobre os reflexos imediatos da reforma tributária, destacou a importância de uma reforma como esta e relatou a ação dos governadores e prefeitos que levaram ao Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, uma proposta de unificar e simplificar o sistema tributário brasileiro, partilhado-se, assim, os tributos entre estados e municípios. 

De acordo com Franceschi, o deputado também criticou a união quando informou que R$ 115 bilhões foram arrecadados em tributos para serem distribuídos entre estados e municípios, enquanto R$ 124 bilhões ficaram com a União. O diretor de arrecadação e receita da Secretaria da Fazendo do RS, Luiz Fernando Bins, argumentou que o ICMS é o tributo nacional mais produtivo, responsável por 24% da carga tributária brasileira. Segundo ele, o RS é um grande prejudicado por esse tributo, já que o Estado é o segundo maior exportador do País. 

O presidente do Sindilojas destaca a importância da realização de eventos onde são discutidos temas específicos do setor varejista como uma possibilidade de troca de experiências e um profundo debate da realidade do setor. Segundo ele, são grandes as expectativas com relação às Reformas Sindical e Trabalhista, especialmente para que elas reflitam, exatamente, o que se espera para que o Brasil retome o rumo do desenvolvimento de uma forma em que empregados e empregadores não percam direitos, nem garantias, mas encontrem caminhos para estarem lado a lado. Na sua avaliação, as reformas são necessárias, principalmente para ampliar o número de empregos.

 

Franceschi quando defendia em tribuna a revisão do convênio de arrecadação das Contribuições Sindicais e Assistenciais com a CEF

 

 

Francisco e Maria Elisa Franceschi com autoridades e palestrantes do evento

 

 

Francisco e Maria Elisa Franceschi com o deputado federal Osmar Serraglio, do Paraná, que identificou-se como sendo gaúcho de Erechim

 

17.03.04

 

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Fonte: CopyDesk
 Assessoria de Comunicação

 

 

 

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