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ENSINO

Preparação para o vestibular deve iniciar no segundo ano do Ensino Médio

Recomendação é de professor de física moderna de Porto Alegre que esteve em Erechim a convite do Colégio São José-Garra

Ricardo Necchi, um dos mais conceituados professores de física do Estado esteve em Erechim para dar aulas para os estudantes do Colégio São José-Garra, fez uma sugestão aos estudantes que querem passar em cursos nobres nas universidades federais: para eles começarem a sua preparação já no segundo ano do Ensino Médio. 

Isso, segundo ele, aumenta muito as chances de, ao concluírem o terceiro ano, já ingressarem na universidade. Até, porque, ele lembrou, talvez este ano seja o último em que não haverá reserva de vagas, uma vez que tramita no Congresso Nacional uma proposta de destinação de 50% das vagas das universidade federais aos afro-descentes brasileiros, aos excluídos sociais e aos alunos das escolas da rede pública de ensino.

O professor Ricardo Necchi leciona há mais de 19 anos em cursos de Porto Alegre, ministra aulas de física moderna em todo o Estado do RS e já esteve dando palestras em São Paulo e outros Estados. A matéria abordada com os estudantes foi sobre física moderna e o conteúdo de uma das mais difíceis provas, especialmente das universidades federais.

Especificamente sobre a prova de física da UFRGS, Ricardo Necchi falou que, nos dois últimos anos, ela pouco mudou, somente evolui positivamente. 

Segundo ele, o grau de aprofundamento é relacionado ao grande número de candidatos e o grau de dificuldade é tão maior quanto maiores forem as deficiências oriundas do Ensino Médio. 

Ele também disse que ela é disparada a mais competente prova de física do Estado do RS: a mais completa e a que aborda os conteúdos programáticos que deveriam ser ministrados ao longo de todo o Ensino Médio. 

Pela sua vivência de tantos anos de pré-vestibular, o professor Ricardo disse que os estudantes, muitas vezes, chegam ao cursino e são surpreendidos por assuntos que nunca viram. Segundo ele, a física moderna é um desses conteúdos que falta tempo no Ensino Médio de ensinar.

Na sua avaliação sobre a física moderna, ele colocou que ela começou a disparar em termos de conhecimento a partir de 1900, com a descoberta da teoria quântica de Max Planck e, em 1905, com o efeito foto elétrico de Albert Einstein, a Teoria da Relatividade. Conforme explicou, abandonou-se, para determinadas situações, aquela física clássica newtoniana aonde resolve problemas para corpos a velocidades baixas. A situação da matéria muda muito quando os corpos, as partículas, atingem velocidade muito próxima à velocidade da luz. 

O professor Ricardo falou que a Teoria da Relatividade, que não é ministrada na grande maioria das escolas do RS, até hoje é uma realidade, uma teoria comprovada. "Então não há a necessidade de se cobrar profundamente esta teoria, mas acho que as universidades federais têm a obrigação de puxar isso do Ensino Médio", argumentou. Ele disse que acha importante, por exemplo, falar de dualidade dentro da partícula, o estudante saber que a luz ora pode se comportar como onda e hora como partícula, que tem as duas características. 

O professor ainda disse que os estudantes devem ter um visão até epistemológica sobre o modelo atômico. "Há 15 anos os estudante aprendiam que no núcleo de um átomo existiam só prótons e nêutrons e os elétrons estão na eletrosfera, mas isto não é verdade", sentenciou.

Segundo o professor Ricardo, as provas da UFRGS são verdadeiras aulas de física impressas, onde a característica precípua nada mais é do que a interpretação do texto e conhecimento mínimo. Ele explicou que as questões que envolvem radioatividade, processo de obtenção de energia, como fusão nuclear, faz parte de um contexto chamado física moderna. Conforme definiu: a física clássica termina com Isaac Newton e a partir da mecânica quântica e da Teoria da Relatividade inicia a física moderna.

Sobre os cursos pré-vestibulares, Ricardo afirmou que eles estão cada vez melhores, os professores fazem tudo que podem para suprir algumas deficiências advindas do Ensino Médio e colocar os seus estudantes nas Universidades. Ele também defendeu um bom vestibular, de ponta, que seleciona estudantes capazes que serão acadêmicos capazes. "Serão profissionais competentes no futuro. Isto é uma cadeia, é uma rede que vai gerando competência, eficiências e, assim, eu acho que o Brasil vai crescer em termos de Educação".

Professor Ricardo Necchi

 

Professores em sala de aula

27.08.04


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Fonte: CopyDesk
 Assessoria de Comunicação

 

 

 

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