Para anunciar nesta página, clique aqui!

Erechim/RS -
Envie seus artigos de opinião, clicando aqui.

 

 

Clique na foto e veja a cidade de vários ângulos

 

Francisco Basso Dias*

 

PT/Lula X Servidores Públicos

Não tenho (e não poderia ter) nada pessoal contra o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, mas discordo do modo petista de governar. 

Um editorial do Jornal da Associação Nacional dos Servidores da Previdência Social, que me foi enviado pelo presidente Alexandre Barreto Lisboa, do Rio de Janeiro, coloca bem a forma petista de administrar. 

Faz um retrospecto dos últimos 25 anos com o surgimento, na vida brasileira, do novo e vigoroso partido, que usa um tipo de ação e de pregação inteiramente diferente das demais agremiações partidárias existentes, para salientar sua enorme e voluntariosa massa de militantes, portando bandeiras e gritando palavras de ordem. 

Foi assim que o PT tornou-se rapidamente o destinatário por excelência dos anseios de todos os cidadãos inconformados com a condução das políticas econômicas e sociais adotadas pelos diversos governos, tanto que os militares quanto os civis, estes após a restauração da democracia no país ajudaram a conquistar a vitória de Lula. 

O PT, por programa partidário e ideário político defendidos por todas as suas correntes, propunha mudança do modelo econômico praticado, o rompimento com o FMI, a restauração plena do Estado, a dignificação salarial e funcional de seus servidores, a defesa das estatais, o avanço das políticas sociais, a melhor distribuição da renda nacional, a redução urgente da pobreza que assola grandes segmentos da população, a par da prevalência da ética e da moralidade na Administração Pública.

Quantos milhões de brasileiros e brasileiras acreditaram nesses propósitos que, mais do que promessas de campanha, significavam verdadeiras filosofias de vida, tendo como protagonistas pessoas com uma história de excelente qualidade, como é o caso do próprio Lula. Gente capaz de substituir o círculo vicioso, imperante no Brasil, por outro, o círculo virtuoso, que representa o anseio da totalidade dos brasileiros. 

Dois anos de governo PT/Lula, metade do mandato, o que se têm como referência são os lucros abusivos e indecentes dos banqueiros nacionais e estrangeiros, que tanto o PT criticou e critica, ao passo que cai a renda média dos trabalhadores e aumenta de forma gigantesca a pobreza que assola milhões de brasileiros, apesar da edição de programas demagógicos e marqueteiros como o Fome Zero.

No caso dos servidores públicos federais, outra dolorosa sensação de traição reiterada do PT e do governo quanto a uma série de propostas que durante anos e anos defenderam juntos, nas praças públicas, nas câmaras e assembléias, nas reuniões partidárias, em numerosos seminários e encontros. Sobre isto há uma farta publicação, com depoimentos gravados mostrando uma conjunção de propósitos entre verdadeiros aliados. Mal instalado, o governo já se mostrava a que veio:o rápido encaminhamento de uma proposta de emenda constitucional de reforma da previdência, mudando as regras do jogo para os servidores ativos, impondo a cobrança de contribuição previdenciária aos aposentados e pensionistas e estabelecendo a redução em 30% o valor das pensões. O aliado de ontem, transformou-se rapidamente no inimigo número um de uma classe.

Não parou aí: em 2003, a folha de pagamento dos servidores federais foi reduzida em R$ 10,2 bilhões, ou seja, passou de 95,2 bilhões em 2002, pra 85 bilhões em 2003, representando uma redução média de 11% na remuneração do conjunto dos servidores. 

Em 2004, segundo estimativas confiáveis, o valor da folha de pagamento alcançou cerca de 87 bilhões. Quem examina esses dados oficiais com mais atenção nota que as graves reduções havidas na rubrica "gastos com pessoal", representam aumento do mesmo tamanho na conta "gastos com juros". Ou seja, retira-se do servidor e premia-se o banqueiro: essa é a face verdadeira do governo. 

Com relação aos aposentados e pensionistas - e isto comentei em outro artigo - o governo vem cometendo uma odiosa discriminação: além da cobrança de contribuição previdenciária e da redução do valor das pensões, eventuais reajustes são a eles repassados apenas parcialmente, numa evidente afronta à paridade salarial estabelecida na Constituição.

Quando o produto/serviço não é bom, não há marketing que consiga esconder seus defeitos. 

O governo já foi alertado: 2005 será um ano de fortes reivindicações de diversos setores, dentre eles, especialmente, o dos servidores públicos já grandemente descrentes do governo PT/Lula, tratado por muitos deles como propaganda enganosa.

12.01.2005

 ___________________________

*Francisco Basso Dias

Assessor do Deputado Federal Francisco Appio e responsável pelo S.O.S. Caminhoneiro - programa institucional de apoio à categoria

francisco.dias@camara.gov.br

 

  Voltar aos artigos deste articulista  

 

 Articulistas/Opinião 

 

Design by Meirelles & Piccoli Publicidade - Fone (54) 321-6226


Copyright© 2004 - Meirelles & Piccoli Corp.
Todos os direitos reservados (All Rights Reservado)