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Francisco Basso Dias*
Se
Eu Fosse Ditador
A Veja publicou recentemente um artigo de Cláudio De
Moura Castro que julgo genial. Se você não leu, reproduzo parte dele.
Note que fantástico, quanta verdade!
- Tomaria as seguintes providências se meu sonho se
materializasse:
Em solenidades oficiais, seria cobrada das autoridades uma taxa por minuto
de discurso proferido.
O tempo gasto nomeando autoridades presentes seria cobrado
em dobro. Só o primeiro minuto seria de graça.
O salário dos delegados de polícia seria ajustado de
acordo com o número de crimes resolvidos e criminosos condenados. O da
Polícia Federal, pelo tamanho das filas nos aeroportos. Quanto maior o
tempo de espera, menor o salário.
O salário dos funcionários públicos seria atrasado pela
mesma medida do tempo de espera para despachar os processos. O mesmo se
daria com os juízes.
O valor da consulta médica ou odontológica seria
reduzido proporcionalmente ao tempo de espera além da hora marcada. Os
reincidentes seriam punidos com exercícios de caligrafia. Como
compensação a consulta seria mais cara quando o cliente se atrasasse.
Os empresários da construção civil teriam de consertar
pessoalmente as lajes que vazam, os encanamentos que infiltram e dormir em
quartos de empregada que mais parecem armário. E, multa para quem chega
atrasado em reuniões.
Eu acrescentaria mais as seguintes:
Grevistas, especialmente dos setores essenciais como saúde, educação,
transporte coletivo, água, esgoto, polícia, bancos, todas as áreas do
serviço público, enfim, ao retornarem ao trabalho deveriam trabalhar aos
sábados, domingos e feriados, para recuperar os prejuízos causados a
quem não tem nada a ver com o aumento de salário, por exemplo.
Dívidas da União, dos Estados e dos Municípios para com
seus contribuintes, quando estes ganham ações na Justiça, sejam pagas
com a mesma presteza da arrecadação dos impostos devidos.
Que os precatórios quando pagos, rendam o mesmo percentual de juro
cobrado pelo mercado (cheque especial), e não 0,5%.
Que os resultados das cadernetas de poupança tenham
rendimento proporcional quando os bancos emprestam dinheiro. Que fosse
proibido aos partidos políticos coligarem-se.
Candidato que muda de partido, perderia o mandato.
Político que lesar o erário público, (roubar) prisão
perpétua e perda de todos os bens. Também acabaria com contas bancárias
no exterior, confiscando os valores e distribuiria em programas sociais.
E, para os crimes considerados hediondos, morte por inanição.
Fico por aqui, pois o espaço (impresso no jornal) não
permite que continue.
26.11.2004
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*Francisco Basso Dias
Assessor do Deputado Federal Francisco Appio e
responsável pelo S.O.S. Caminhoneiro - programa institucional de apoio à
categoria
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