|
Francisco Basso Dias*

A
Despesa do Presidente
Fico cada dia mais admirado, modéstia
a parte, pelo número de pessoas que por meio
da Internet lêem as minhas opiniões,
se manifestam a respeito e até colaboram enviando-me
sugestões.
Recebi uma que vale a pena reproduzir.
É sobre um levantamento estatístico que
demonstrando em números o quanto o gabinete do
presidente da República gasta para ter a estrutura
que mantém.
O meu informante relaciona: em 1995,
Fernando Henrique Cardoso gastou R$ 38,4 milhões;
em 2002, R$ 76,0 milhões – dobrou; em 2003, Lula,
R$ 318,6 milhões; em 2004, R$ 372,8 milhões,
ou seja, R$ 1,5 milhão por dia útil de
trabalho. Também faz um levantamento do número
de funcionários, com o seguinte resultado: presidente
Itamar Franco, 1,8 mil, Fernando Henrique Cardoso, 1,1
mil e Luiz Inácio Lula da Silva 3,3 mil.
No Palácio da Alvorada, residência
oficial do presidente, trabalham 75 pessoas. De acordo
com o Decreto 5.087, Lula aumentou para 55 assessores
especiais diretos. Antes eram 26.
O mesmo missivista teve o capricho
de levantar, inclusive, os custos operacionais anuais,
isto é, custo de manutenção da
Chefia de Estado.
E começa com a Inglaterra (monarquia),
US$ 1,87 p/capita, igual a US$ 104,0 milhões;
Dinamarca (monarquia) US$ 1,86 p/capita, igual a US$
9,5 milhões; Bélgica (monarquia), US$
1,10 p/capita, US$ 10,8 milhões; Países
Baixos (monarquia) US$ 1,05 p/capita, igual a US$ 15,4
milhões; Noruega (monarquia) US$ 0,83 p/capita,
igual a 3,6 milhões; Japão (monarquia)
US$ 0,42 p/capita, igual a US$ 52,0 milhões;
Espanmha (monarquia) US$ 0,20 p/capita, igual a US$
8,1 milhões; Estados Unidos (república),
US$ 4,6 p/capita, igual a US$ 1,1 milhões e o
Brasil (república sindical) US$ 12,0 p/capita,
igual a 1,70 milhões.
Conclusão:
é mais barato manter uma família real
do que um presidente operário.
0-0-0-0-0-0
De Nova Iorque (EUA), recebo e-mail
do erechinense Reinaldo Zanella Sartore, que reside
na terra de Tio Sam há 28 anos:
“Tenho acompanhado tuas colunas no
Portal do Daubi Piccoli.
Seu nome me lembra de tempos de outrora
nas Rádios de Erechim.
O Portal do Daubi é um grande
elo para a gente como nós que moramos longe,
ter gosto da cidade que muito amamos, e quem diria escutar
a Rádio Erechim AM, via Internet.
Pena que as outras rádios não
fazem o mesmo, pois teriam muitos ouvintes, nas distâncias
que as ondas das rádios não chegam.
Os jornais não divulgam quase
nada na Internet, e por incrível que
pareça, as notícias diárias de
Erechim no Portal do Daubi superam qualquer outra Mídia
de Erechim, não só com notícias,
mas, também, com muitas fotos e vídeos.
A TV Erechim não mostra nada
na Internet a não ser o horário
dos programas.
Não ficaria bonito ver os clipes
dos noticiários do dia-a-dia do que acontece
em Erechim?
Espero que você com sua capacidade
consiga botar na cabeça dos interlocutores da
Mídia, que hoje estamos no futuro.
Pergunto: o que eles estão esperando?
A propósito residi em Brasília
em 1972, tenho boas memórias.
Um grande abraço gaudério.
Reinaldo Zanella Sartore”.
Fico envaidecido, Reinaldo, em tê-lo
como leitor e parafraseando a jornalista Martha Medeiros,
de Zero Hora, tornei-me um “cronista por “causualidade”.
Um dia um amigo me perguntou, por que
não começas a escrever suas idéias?
E aí lembrei-me de Jacson de Figueiredo que numa
de suas maravilhosas crônicas afirmou que “o jornalista
é o político do povo”. Encorajei-me e
coloquei na cabeça que, primeiro, ninguém
precisa concordar com que escrevo; segundo, procuro
ser sincero; terceiro, assumi um compromisso com a verdade.
Ponto final.
31.03.2005
___________________________
*Francisco Basso Dias
Assessor do Deputado Federal Francisco Appio e
responsável pelo S.O.S. Caminhoneiro -
Programa institucional de apoio à categoria
|