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Francisco Basso Dias*
Chibatadas,
Forca e Arrasto
A imprensa mundial publicou no dia 17
de março a punição recebida pelo
iraniano Mohammad Bijeh, que praticou o crime de estupro
em 17 crianças e três adultos, matando-os
em seguida.
Recebeu em praça pública
na presença de uma imensa assistência, calculada
em cinco mil pessoas, entre homens, mulheres e crianças,
cem chicotadas e depois foi suspenso por um guindaste
(enforcado) na cidade de Pakdasht ao Sul de Teerã.
Para completar o castigo, depois de morto,
seu corpo foi arrastado pela corda usada no seu enforcamento.
Estou com as fotos que ilustram a pena de morte imposta
a esse iraniano a minha frente.
São chocantes.
A primeira, aparece acorrentado a um
tronco, sem camisa, sendo chibatado pelo algoz, bem mais
forte do que ele, percebendo-se na sua fisionomia a dor
do castigo; a segunda, já pendurado pelo pescoço
num guindaste a uma altura de cerca de 15 metros, e a
terceira mostrando o momento em que é arrastado.
Para atrair suas vítimas, Muhammad
prometia caçar com elas, animais no deserto.
Inocentemente aceitavam o convite e
no local eram envenenadas e depois passavam a ser abusadas
sexualmente. Os corpos recebiam sepultura em covas rasas
no próprio local do crime.
As vítimas tinham idade que variavam
de 8 a 15 anos. Que barbaridade!
Como é diferente a lei do Oriente
com a do Ocidente.
No Brasil, por exemplo, um criminoso
igual a esse iraniano não fica mais do que 20 ou
30 anos na cadeia. Lembram-se daquele caso com um tarado
que estuprou e matou 12 crianças no Rio Grande
do Sul?
Ao relembrar esta lamentável ocorrência,
percebo a coincidência entre os crimes praticados
pelo iraniano Mohammad e o brasileiro Adriano da Silva.
As idades quase iguais, dos assassinos e das vítimas,
só que um matou e seviciou 20, o outro 12.
Esse tipo de comportamento humano envolve
uma série de reflexões e comentários
que ultrapassam em muito o ato delituoso em si; são
questões que resvalam na ética, na moral,
na psicologia e na psiquiatria simultaneamente.
Sempre há alguém atrelando
ao criminoso, traços e características psicopatológicas
ou sociológicas: porque Fulano cometeu esse crime?
Estaria perturbado psiquicamente? Estaria encurralado
socialmente? Seria essa a única alternativa? Ou,
ao contrário, seria ele simplesmente uma pessoa
maldosa? Portadora de um caráter delituoso, etc.
Atualmente, apesar da ciência não
ter ainda um consenso definitivo sobre a questão,
sabe-se, no mínimo, que qualquer abordagem isolada
do ser humano corre enorme risco de errar. Assim sendo,
atualmente é usado o modelo bio-psico-social, na
tentativa de compreender as pessoas e os fatores que influenciam
seus comportamentos.
Dentre esses três modelos (biológico,
psicológico e social), sem dúvida a abordagem
biológica da pessoa é um dos aspectos mais
criticados e polêmicos. Enquanto faço esta
reflexão chega-me a inrformação de
que um crime bárbaro chocou nesta quinta-feira
de madrugada os moradores de Santo Antônio de Pádua,
no Noroeste Fluminense, Rio de Janeiro.
Uma menina de 10 anos foi encontrada
enforcada depois de ter sido estuprada na tarde anterior.
Erlânia Souza Francisco morava na zona rural do
município e saiu mais cedo da escola, antes das
16h, porque não havia merenda. Na volta, ela foi
atacada por um desconhecido, que a agarrou e arrastou
para um pasto a 300 metros da estrada de terra que leva
à sua casa. Como Erlânia não aparecia,
parentes, vizinhos e policiais começaram a procurar
pela menina, até que a encontraram hoje morta e
amarrada numa árvore.
O caso está sendo investigado
pela 136ª DP. Você não fica revoltado
ao saber de uma notícia como esta? Diga francamente,
não estaria na hora de, também no Brasil,
ser aplicada a lei islâmica para crimes hediondos?
19.03.2005
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*Francisco Basso Dias
Assessor do Deputado Federal Francisco Appio e
responsável pelo S.O.S. Caminhoneiro -
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