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Erechim/RS -
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Fátima de Azevedo Barbosa*

 

Alerta para os fumantes

A dioxina, veneno que deformou o rosto do líder de oposição da Ucrânia, Victor Yushchenko, é uma das muitas substâncias tóxicas presentes na fumaça do cigarro.

Médicos austríacos confirmaram que Yushchenko foi vítima de envenenamento por uma alta dose de dioxina, substância solúvel em gordura, que, provavelmente, foi posta na comida do líder ucraniano.

Ele revelou, esta semana, que pode ter ingerido o veneno no dia 5 de setembro, durante um jantar com um adversário político, integrante do governo da Ucrânia.

Além de causar lesões na pele, a dioxina ataca pulmões, rins, fígado e músculos; provoca lesões na boca e no estômago, além de aumentar o risco de câncer.

A substância também foi usada como arma química pela antiga União Soviética na guerra contra o Afeganistão, em 1979, com o nome de "chuva amarela".

Segundo o jornal americano New York Times, o serviço de segurança russo - sucessor da KGB, serviço secreto da era soviética - mantém um laboratório que desenvolve armas químicas e venenos.

Ainda em setembro deste ano, uma jornalista russa que escreveu o livro "A guerra suja" - sobre a guerra na República Separatista da Chechênia - teria sido vítima de envenenamento por uma substância não identificada. Anna Politkovskaya desmaiou a bordo de um avião depois de beber chá contaminado.

A CIA - Central de Inteligência Americana - também já usou venenos contra adversários políticos. Segundo documentos do congresso americano, o presidente cubano Fidel Castro foi vítima de diversas tentativas de envenenamento nos anos 60.

CLIPPING ELETRÖNICO CFF - 7/12/2004

O crescimento da fitoterapia

A fitoterapia vem crescendo em todo o mundo em vários aspectos, tanto em termos culturais e de aceitação quanto pela ampliação das pesquisas acadêmicas e clínicas, com percentuais cada vez mais expressivos de participação de mercado.

Segundo dados da Febrafarma e do Ministério da Saúde, a taxa de crescimento médio anual dos fitoterápicos no mundo é de 10%, enquanto no mercado alopático usual esse percentual cai para 7% ou menos. Enquanto o mercado mundial situa-se em cerca de US$ 20 bilhões, o mercado brasileiro movimenta só US$ 310 milhões, cerca de 1,5% do mercado global.

Enquanto países como a Alemanha tem nos fitoterápicos percentuais elevados de prescrição e vendas, chegando à casa dos 20%, e nos Estados Unidos esse índice é de 9% do total das vendas, no Brasil ficamos abaixo dos 5%.

A indústria farmacêutica tem o anseio de pesquisar e desenvolver medicamentos fitoterápicos que permitam patenteamento e comercialização diferenciada no mercado. É possível o Brasil se sobressair no desenvolvimento da fitoterapia? Há massa crítica suficiente para esse desenvolvimento?

Para ilustrar, apenas 16 espécies vegetais são responsáveis por 103 registros emitidos no Brasil, entre 2001 e 2002, pela Anvisa para comercialização no País.

Neste cenário, é importante traçar um perfil das universidades, particularmente as públicas que realizam pesquisas com fitoterápicos, e os problemas enfrentados.

O primeiro deles refere-se à situação financeira e estrutural das instituições públicas. Tal situação é alarmante, com um quadro de depreciação evidente, repasses de recursos represados, falta de investimentos novos e mais de uma década de achatamento salarial. 

A falta de recursos vem levando à perda da qualidade de equipamentos, áreas físicas, etc., fatores relacionados a resultados finais da pesquisa científica.

É um quadro desanimador pelo potencial existente nas instituições. Mas, olhando por outro ângulo, esta é a oportunidade de aproximação com a iniciativa privada, tanto para a busca de aportes financeiros voltados ao financiamento de pesquisas de interesse do setor industrial quanto, em outro aspecto, para que tais pesquisadores possam ser incorporados em seus quadros e, assim, o desenvolvimento dos fitoterápicos no Brasil possa contar com interlocutores privilegiados entre iniciativa privada e setor público da pesquisa.

Já existem indícios de parcerias entre a iniciativa privada e as universidades, numa demonstração clara de que, para obter resultados com plantas, basta pesquisá-las. 

Casos como o desenvolvimento da catuaba vermelha e do produto Catuama, ou do Melagrião, são resultados da parceria da iniciativa privada com a Universidade Federal de Santa Catarina.

Num cenário ideal e possível, essa comunhão é plenamente viável e, num futuro próximo, poderemos deparar com novas alternativas terapêuticas, em diferentes campos da medicina, frutos dessa cooperação, e, assim, ampliar a participação brasileira nos cerca de US$ 20 bilhões movimentados por ano em todo o mundo com o desenvolvimento de fitoterápicos.

( Gazeta Mercantil http://www.gazetamercantil.com.br/pt/jornal/noticia.aspx?CodNoticia=68421015&NomeEditoria=Opiniões&C)

Ate a próxima ... 

22.01.2005

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*Fátima de Azevedo Barbosa

Farmacêutica, apaixonada por plantas medicinais, florais de Bach, cosméticos naturais. 

Especializada em Farmácia de Manipulação (homeopatias, cápsulas naturais, medicamentos, fórmulas dermatológicas e ortomoleculares)

Professora de Ciências e Química para o Ensino Médio no Colégio Haidée Tedesco Reali e Escola Normal José Bonifácio.

fajugui@clicalpha.com.br 

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