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Hospital De Caridade

 

Cirurgia para reduzir o estômago traz nova esperança para obesos

Primeiros procedimentos cirúrgicos iniciarão ainda no primeiro semestre do ano

Ainda no primeiro semestre deste ano, o Hospital de Caridade estará oferecendo mais um importante serviço à população de toda a Região: tratamento e cirurgia da obesidade mórbida. Já está formado o grupo multidisciplinar para o tratamento da obesidade que está integrado por de clínicos, cirurgiões, psicólogas, nutricionistas, endocrinologistas e enfermeiras.

Para se preparar para este novo atendimento, os médicos Flávio Augusto Girardello e Mário Tormen, cirurgiões gerais que já integram o grupo, realizaram, no final do ano passado, sob a supervisão do Dr. Luis Henrique de Souza, o Curso Avançado em Obesidade Mórbida na cidade de Goiânia. Este curso tem a certificação de "Curso Padrão Excelência" da Sociedade Brasileira de Cirurgia Laparoscópica e visa capacitar os cirurgiões nos métodos videolaparoscópicos da cirurgia da Obesidade.

A obesidade é uma doença que acomete todos os povos, com maior ou menor incidência, e que vem tomando proporções alarmantes nos últimos anos, sendo um dos maiores problemas de saúde pública na sociedade moderna. Ela aumenta o risco de inúmeras doenças crônicas, como diabetes, dislipidemias, doenças cárdio e cerebrovasculares, doenças da coagulação, doenças articulares degenerativas, alguns tumores, lesões hepáticas, apnéia do sono, entre outras.

Pacientes com obesidade grave, também chamada obesidade mórbida, têm o risco de mortalidade aumentado em até 250% comparativamente a não obesos. Inúmeros fatores contribuem para o aumento progressivo do peso: excesso de alimentos de alto valor calórico e pouco valor nutricional; falta de exercícios físicos e fatores genéticos.

Muitas pessoas encaixam-se no perfil do obeso severo, com ou sem doenças associadas, e que já fizeram inúmeros regimes e tentativas de emagrecimento sem sucesso ou com sucesso não mantido, por vezes retornando a um peso acima do anterior.

QUEM É OBESO MÓRBIDO

De acordo com os médicos Mário Tormen e Flávio Girardello, é considerado obeso mórbido a pessoa com índice de massa corporal acima de 40. 

Para se calcular este índice utiliza-se a fórmula: (IMC = peso/altura²). Também são considerados candidatos à cirurgia pacientes que têm IMC entre 35 e 40 e apresentam patologias como hipertensão, diabete, colesterol e triglicerídios em taxas elevadas, doenças articulares e cardiovasculares.

Conforme explicaram, as cirurgias para tratamento da obesidade mórbida existem há vários anos, os primeiros estudos científicos surgiram por volta de 1950. Elas consistem em alterar o tamanho do estômago, o caminho da comida pelo intestino ou ambos.

Segundo Girardello e Tormen, uma vez realizadas, elas provocam perda acentuada de peso, levando o paciente a voltar gradativamente a uma condição normal de saúde. Esta perda, no entanto, deve ser estritamente acompanhada para evitar alterações nutricionais, psicológicas e endocrinológicas. 

Por este motivo, os médicos chamam a atenção que este paciente deverá ser acompanhado pelo resto da vida por uma equipe multidisciplinar, especialmente porque a cirurgia provoca alterações funcionais ao organismo da pessoa.

A GRANDE NOVIDADE DO HC É QUE A CIRURGIA PODERÁ SER FEITA POR VÍDEO

Existem inúmeras técnicas cirúrgicas para tratamento da obesidade. Dependendo da avaliação do perfil nutricional e psicológico de cada paciente pode-se optar por três tipos de cirurgia:
- Cirurgia de Banda Gástrica;
- Cirurgia de Capella (derivação gastro jejunal com anel);
- Cirurgia de Scopinaro, onde não é colocado anel e o desvio intestinal é maior (gastro ileal).

As cirurgias também podem ser abertas ou por videolaparoscopia, a grande novidade que será implementada pelos cirurgiões erechinenses. Este método, segundo eles, é menos invasivo e a recuperação é mais rápida.

Sobre os riscos, Tormen e Girardello não escondem que este é um grupo de pacientes de maior risco cirúrgico, provocados pela própria obesidade e problemas que acarreta. 

Estatísticas apontam para um índice de mortalidade de 1 a 3%.

Os profissionais que integram o grupo já começaram a se preparar para o novo serviço. 

Neste início de ano, vários deles irão a São Paulo para o Instituto Garrido a fim de se especializarem.
Segundo os médicos, os candidatos a cirurgia da obesidade deverão passar por avaliações clínicas, nutricionais e psicológicas. 

Deverão participar de grupos interativos, antes, durante e depois da cirurgia. Eles prevêem que o serviço estará totalmente implementado até março do próximo ano, quando deverão iniciar as primeiras cirurgias.

Médicos cirurgiões Mário Tormen e Flávio Girardelo serão os responsáveis pelas cirurgias

21.01.2005

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(Fonte: CopyDesk - Assessoria de Comunicação)

 

 

 

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