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Verão

 

Excesso de exposição ao sol pode provocar câncer de pele e envelhecimento precoce

Médica recomenda evitar exposição entre 10h e 16h e o uso de filtro solar adequado diariamente

O sol forte e o calor característicos do verão são um convite para que as pessoas invadam as praias, rios, clubes e parques aquáticos, em busca de esportes, turismo e lazer. 

As exigências do mundo da moda incluem corpos magros, bem definidos e, de preferência, bastante bronzeados. Particularmente nessa época, é preciso bastante cuidado, principalmente com as crianças, pois os efeitos da exposição aos raios solares podem ser bastante perigosos e causar problemas à saúde, como o envelhecimento precoce e o câncer de pele. 

Alternativas ao sol, como o bronzeamento artificial e os cremes autobronzeadores também despontam no mercado da medicina estética, como opções que devem ser analisadas com critério, ainda que a promessa de adquirir a cor do verão seja atraente.

Mas como informa a dermatologista Jaqueline Graeff Machry, médica cooperada da Unimed Erechim, uma das principais causas de câncer de pele, já comprovada pela medicina, é a super exposição à luz solar e seus raios ultravioletas. 

Por isso, ela recomenda o uso obrigatório do protetor solar que a pessoa for se expor ao sol e, também, o diário de filtro solar nas partes que ficam expostas ao sol. Segundo ela, o câncer de pele é uma lesão que aparece na superfície cutânea, principalmente nas áreas expostas (face, pescoço, tórax, braços e dorso das mãos), em forma de mancha, pápula ou erosão. É mais freqüente em pessoas de pele, olhos e cabelos claros, com história familiar de câncer de pele e com profissões que exijam exposição solar constante. "Se for diagnosticado precocemente pode ser curado em 90% dos casos", assegurou.

Segundo a dermatologista, dados estatísticos demonstram que são diagnosticados 100 mil casos de câncer por ano no Brasil e que a faixa etária atingida está cada vez mais baixa, a partir dos 40 anos. Ela explica que existem basicamente três tipos mais comuns da doença: o Carcinoma basocelular, o Carcinoma espinocelular e, o mais agressivo, o Melanoma. 

O mais comum e o que mais encontramos na nossa região, é o basocelular, que atinge preferencialmente homens, na faixa etária acima dos 40 anos, com pele clara, olhos claros (azuis), cabelos loiros ou ruivos, agricultores, motoristas e profissionais da construção civil. Também como temos um número grande de mulheres que trabalham nas lavouras, elas também apresentam lesões freqüentemente.

COMO SE MANIFESTA

A sua manifestação geralmente inicia como uma pequena mancha avermelhada, na face mais freqüentemente, assintomática e que vai aumentando lentamente de tamanho e passando a ser mais áspera, escamosa e dolorida muitas vezes, principalmente quando há exposição ao sol. Com o passar do tempo pode começar com prurido, ardência e até sangramento. É bastante comum que a lesão aparentemente cicatrize e volte a aparecer depois de algum tempo.

É de fundamental importância na evolução e no tratamento da doença que o diagnóstico seja preciso e precoce, devendo-se encaminhar os pacientes com lesões suspeitas a profissionais capacitados a fazê-lo, diminuindo assim as chances de metástases e evitando procedimentos mais invasivos e agressivos.

OPÇÕES PARA O BRONZEAMENTO

De acordo com Jaqueline Machry, existem cremes e loções com dihidroxiacetona, substância que provoca uma reação química na pele, escurecendo-a, chamados de autobronzeadores. Conforme explica, esse fenômeno ocasiona a pigmentação da camada mais externa da pele, gerando uma coloração parecida ao bronzeamento. 

Esses produtos químicos não estimulam a produção da melanina, assim, não estão bronzeando, mas apenas tingindo a camada córnea da pele. Segundo a dermatologista, essas loções e cremes não causam mal algum aos usuários, a não ser naqueles que tenham alergia ao produto.

Outra opção muito em voga é o bronzeamento artificial, proporcionado em clínicas de estética. 

No entanto, a dermatologista informa que o bronzeamento com luz artificial traz danos à pele e aos olhos desprotegidos da mesma forma que a exposição à luz solar. O FDA (Food and Drug Administration) órgão americano que regulamenta medicamentos e alimentos, desaconselha o uso das lâmpadas de UVA com o objetivo de bronzeamento. 

A profissional explica que estas lâmpadas emitem quase que exclusivamente os raios ultravioleta A (UVA) em quantidades de duas a três vezes maiores do que a irradiada pelo sol. 

Os raios UVA são os responsáveis pelo fotoenvelhecimento (aparecimento de manchas e rugas) e possuem efeito cumulativo. Além disso, os raios UVA também contribuem para o início ou piora das doenças ocasionadas pelo sol e com o aparecimento do câncer de pele.


CUIDADOS ESPECIAIS COM AS CRIANÇAS

É fundamental proteger as crianças do excesso de sol. Estima-se que até os 18 anos de idade, o tempo de exposição solar é maior do que no restante da vida. Segundo Jaqueline, crianças com menos de seis meses de idade não devem ser expostas ao sol, assim como não devem utilizar nenhum tipo de creme ou filtro solar. 

Após os seis meses de idade, as crianças podem utilizar filtros solares com fator de proteção 15 ou mais. Protegidas pelo filtro solar, em todo o corpo, e por chapéu e roupa, a criança pode ser exposta ao sol da manhã, antes das dez horas. A médica alerta, ainda, para os riscos dos dias nublados e da luz refletida na areia e na água, que pode atingir a criança, mesmo na sombra.

Dermatologista Jaqueline Machry

21.01.2005

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(Fonte: CopyDesk - Assessoria de Comunicação)

 

 

 

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