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Otorrinolaringologia
Verão
e infecção do ouvido externo
Durante o verão, especialmente nestes dias quentes em
que as crianças passam grande tempo do período de férias na
piscina, águas termais e ou praia, são freqüentes as visitas aos
consultórios médicos com queixas de fortes dores no ouvido. Segundo
a otorrinolaringologista Lis Tozatti Fernandes, uma das principais
causas destas dores não é resultado, como muitos pensam, de acúmulo
de água no ouvido, mas sim, de uma infecção no meato acústico
externo causada por fungos.
Quando a patologia não está associada à otite
média supurada ou otite externa difusa, o diagnóstico é fácil.
Apresenta-se sob a forma de colônias que revestem a membrana
timpânica e conduto auditivo. Sua coloração varia conforme o tipo
de fungo: Aspergillus, Albus, Flavus ou Niger, ou ainda, a mais comum,
a Candida Albican.
Conforme Lis T. Fernandes, a otomicose manifesta-se
através de coceira, dor local e sensação de ouvido cheio. Seu
diagnóstico comprova-se através de exame otoscópico, onde
visualiza-se a presença de massas de descamação epitelial e de
conglomerados de micélios de coloração variável, de acordo com a
espécie de parasita: branca, negra ou amarelada.
O tratamento, segundo a otorrinolaringologista, na
grande maioria das vezes, é simples e consiste na remoção delicada
e completa dos conglomerados, seguida da instilação de medicamentos,
principalmente à base de nistatin e clorfenesina ou pomadas de
neomicina.
Quando a otomicose se associa a uma otite média
supurada, seu diagnóstico é mais difícil e, segundo a médica, o
tratamento, muitas vezes, requer também o uso de antibióticos,
evitando-se sempre a entrada de água no conduto.
Otorrinolaringologista Lis Fernandes
21.01.2005
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